Mulher Maravilha 1984 tenta nos fazer ver o melhor em todos para o bem comum.

Mulher Maravilha 1984 é um filme verdadeiro, q instiga a verdade e o bem comum entre as pessoas, o pensar no outro e ñ apenas em si mesmo. No atual momento é um filme extremamente e singelamente necessário e vai de fato muito além de um filminho de ação e super heróis. O foco ñ é mostrar a heroína nos sopapos com vilões caricatos, mas sim passar um belíssima mensagem e mostrar o drama q todos enfrentamos com nossas inseguranças, dúvidas, anseios e desejos de uma sociedade egoísta. O filme acerta em cheio nisso e vai muito mais além do q sua superfície para aqueles q querem de fato um pouco de entretenimento de qualidade. Aos q procuram um barulhento filme de ação, podem ficar decepcionados, pois o foco da trama é outro. 

 Diana Prince (Gal Gadot de Mente Criminosa), nossa heroína tenta na incógnita (piada) assumir seu lugar no mundo, e sofre ainda pela perda de seu amado Steve Trevor (Chris Pine dos reboots de Star Trek), que aqui, de uma maneira simples, porém poética e plausível (até certo ponto, afinal é uma obra de fantasia focada em uma semi Deusa, então a coerência aqui é dentro deste universo) para o trazer de volta a "vida", mas q ñ revelarei muito para ñ estragar. O casal é talvez o ponto mais alto do filme, o romance, e Patty Jenkis sabe conduzir isso muito bem. 

 Qto aos seus vilões, Maxwell Lord (o brilhante Pedro Pascal de Mandalorian) representa a avareza em pessoa, outro vilão q também teve sua humanização, q também entrega certa naturalidade onde os fins justificam seus meios para o bem comum. Sim. Ele acredita q está fazendo o bem para a humanidade em contra partida de seu bem mais precioso, seu orgulho e avareza. O poder e controle q todos almejam. 

 Já a personagem da Barbara Minerva (Kristen Wiig de Missão Madrinha de Casamento), a futura Mulher Leopardo esta em ascenção, lembrando um pouco da insegurança de personagens tímidos e transparentes q são ignorados por todos como o Electro de Jamie Fox (Ray) em O Espetacular Homem Aranha 2, mas q na verdade deve ter mais haver com a Mulher Gato de Michelle Pfeifer em Batman O Retorno (1992), mas isso ñ é nada de mais... até porq essas pessoas existem no nosso mundo aos montes e porq ñ falar delas (de novo). Em Homem de Ferro 3 tínhamos um inventor interpretado por Guy Pearse (Amnésia) q foi ignorado por seu ídolo Tony Stark, e isso também já havia sido feito em Batman Eternamente de 1995, com o Edward Nygma de Jim Carrey (Sonic) q o levou a se tornar o Charada. Então quem será que copiou quem? 

Steve Trevor usando as famosas pochetes, itens típicos nos anos de 1980.


Mas ñ é novidade o tema abordado, assim como nenhum outro assunto, mas nem por isso desmerece a personagem com essa verossimilhança dentro de um outro contexto e pode parecer piegas mas é bem atual, basta olhar as redes sociais, a aceitação q todos lutam para conseguir e ñ a toa o número de suicídio e casos de depressão estão em alta e nesta pandemia só se agravaram mais. Até porq é muito comum as pessoas do mundo real verem esse perigo de sermos dominados pelos próprios medos e acreditar em uma verdade distorcida. E é o q acontece com a Bárbara Minerva em Mulher Maravilha 1984. 

 Qto a transição da tímida arqueóloga para a Mulher Leopardo é algo bem plausível pois ñ se furtaram em mostrar a sua personalidade vazia e mesmo assim aos poucos ir mostrando as neuras e anseios dela qdo ela se vê diante de alguém pela qual ela se espelha. Alguém q nunca é notada... tipo o Sr. Celofane do musical Chicago... é normal o assunto. Triste, alvo de chacota, mas é real. Ñ era e nem é pra ela ser uma personagem extremamente original, até porq além de ñ existir nesse mundo cheio de referencias q vivemos, ela já é inspirada em uma personagen q já existe a muitos e muitos anos. A grande questão ñ é trazer frescor e sim apresentar ela dentro deste contexto.

A questão pode incomodar muitos porq vimos outros filmes mostrarem esses dramas, inspirados por ela mas só agora ela veio a tona. A Minerva da Kristen é uma mulher que cansou de ser invisível e insegura e toda essa frustração em sempre ser deixada de lado resultou na fúria acumulada, que é descontada em todos que entram em seu caminho, fora q o fato é datado por uma diretora, (também mulher claro), q foi bem realista em mostrar o q as mulheres sofrem de maneira simplória até pra ver como o assunto é simples mas ainda um tabu. Vide o cara q atormenta a personagem q é salva pela Diana e depois qdo ela já está em seu processo de transformação ela mesma se defende. Qta raiva e culpa acumulada existiu ali, e isso nas entrelinhas é mostrado em uma personagem q muda da água pro vinho, pois ela é tão insegura q usa uma máscara o tempo todo tentando ser uma pessoa legal e simpática, a típica nerd, inteligente q ñ tem o menor jeito para interação social e esta sempre na defensiva, isso é mostrado afinco durante o filme q parece soar falso, mas essa falsidade é proposital e Kristen Wiig entrega isso de uma maneira brilhante e leve, com sua veia cômica sem exacerbar, o q deixa tudo mais leve do q realmente é, mas qdo ela se transforma na vilã, dai de perto, ela mostra suas garras de maneira fabulosa. 

 


 E é no simples, no enredo e ñ na pancadaria que o filme acontece, nas entrelinhas. Querer ser original em uma obra q bebe ñ apenas nas fontes das Hqs como em se passar nos anos 80 é incoerente. Mas também existem easter eggs, o filme é cheio de referências e homenagens com clássicos dos anos 80, muito ali é proposital. Mas o primordial que é talvez o motim e foco principal é mostrar a face oculta de nossa sociedade. Falar sobre nossos reais desejos e o quanto somos capazes de sacrificar para conseguir. E nisso, o filme acerta em cheio, pena q nem todos estão preparados para encarar essa verdade, q é a peça chave para a civilidade e ensinamento q Diana precisa aprender do jeito mais doloroso. A escolha de suas batalhas. 

 Qto ao visual do filme, é tudo muito colorido e leve, a fotografia acompanha o clima e vai ficando sombria a medida q a trama vai ficando pesada. Sacada de mestre conduzida pela bela trilha de Hans Zimmer e os figurinos tem leve frescor e a nostalgia da as caras de formas maravilhosas e as poucas cenas de ação q o filme tem são ótimas, vibrantes e bem feitas, no ponto. Mas aqueles q preferem mais o barulho de produções do gênero podem ficar impacientes, mas ver tudo isso em uma tela de cinema torna a experiência mais divertida, e uma cena pós crédito q é uma verdadeira maravilha!!!

O CLUBE DOS CINCO

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