25 anos de Batman Eternamente. O maior filme de 1995 q foi subestimado com o tempo!


   Lançado nos Estados Unidos em 16 de junho de 1995 e em 5 de julho 1995 no Brasil. Com um orçamento de US$ 100 milhões, o filme arrecadou mais de US$ 336.529.844 na época, se tornando uma das maiores bilheterias do ano.
Batman Eternamente é o 3º filme da série a ser lançado, após os antecessores dirigidos por #TimBurton, Batman (1989) e Batman - O Retorno (1992), tendo ainda sido lançado após este filme Batman & Robin (1997).
Eu vi esse filme no cinema, e ainda é um de meus favoritos; pra mim, o filme foi essencial para a época. Hoje ele divide obviamente opiniões, mas é fato q na época ele fez um enorme sucesso e definiu toda uma geração.


  Eu gostava muito da visão do Tim Burton, ainda é um de meus diretores favoritos por causa do Batman, de colecionar todos os seus filmes, mas no ano de 1995 o mundo passava por diversas transformações culturais e tecnológicas, o que fez com que a continuação sofresse com isso, mas que a meu ver foram bem divertidas, claro q se ñ fosse tão colorido, teria sido bem melhor, mas vamos falar sobre a essência e ñ a casca.


 Saiu um pouco daquele clima sombrio, embora ainda estivesse lá no roteiro, a essência dos personagens permanece até certo ponto em personagens como Alfred, Gordon e principalmente Bruce Wayne, que ganhou o charme de Val Kilmer, que sempre achei um ótimo ator e trouxe um ar mais sereno e encantador ao Batman e ao Bruce, ele sabia transpor bem a dualidade dentro daquele contexto, naquele universo funcionava.


 Batman Eternamente fez um enorme sucesso financeiro. O filme ganhou mais dinheiro do que seu antecessor, Batman: O Retorno, e foi o segundo filme de maior bilheteria de 1995, atrás de Toy Story, nos Estados Unidos.


  Logo a entrada de Jim Carrey foi a escolha perfeita para levantar o astral da franquia, que pesou muito com o grotesco, porém maravilhoso Pinguim de Danny DeVito e a sexy e masoquista Mulher Gato de Michelle Pfeiffer, a proposta do filme Batman Eternamente era ser mais colorida, mais ágil, com mais ação, largar as bizarrices de lado e principalmente ser mais leve e engraçado, então ninguém melhor como o astro do momento que estava despontando com grande ascensão no cenário da época, com seu rosto elástico e sua flexibilidade, que se assemelhavam muito com a persona de Frank Gorshin quando fazia o Charada no filme e seriado de 1966.


  Até aquela época, a origem do personagem ainda não tinha sido mostrada com veemência, mesmo com alguns contos de Neil Gaiman que mostravam o personagem contando um pouco de onde veio, mas no cinema e na TV e até mesmo nos desenhos animados como “Batman A Série Animada” que se iniciou em 1992, mostravam o personagem inclusive já em sua versão ruiva, que foi a escolha da produção para seu visual no filme, mas também com um collant cheio de interrogações, como nas HQs, alinhando a flexibilidade quase circense do Jim Carrey a uma interpretação bem exagerada e alucinada.

Joel Schumacher no set com Jim Carrey.

   Eu gosto muito dessa personificação e sua origem contada como um inventor que trabalha nas industrias Wayne e tem uma paixão e admiração profissional pela persona do Bruce Wayne; foram ótimos fundamentos pra época e material rico para se compor uma pessoa que só quer atenção e se espelha em uma das maiores personalidades de Gotham City, além de ser o homem mais rico, prato cheio para Jim Carrey deitar e rolar, ate sua negação de um invento que ele criara seguindo sua obsessão pelo conhecimento, que era um invento que sugava Energia Neural das pessoas e criando imagens em 3D e interação pela internet com outras mídias no conforto de nossas casas, o que hoje é super natural, soando até banal, mas pra época era uma evolução tecnológica assim como foram os aparatos tecnológicos que víamos em filmes como “De Volta Para o Futuro”.


  Hoje muitos daqueles inventos existem, não tão exagerados como os apresentados nesses filmes, mas somos muito mais manipulados pelas redes sociais e programas interativos na TV, além do acesso a contas bancárias que hoje hackers podem ter acesso as nossas informações apenas por estarmos conectados a internet.



  Jim Carrey foi perfeito em unir o frenesi de Gorshin com a carga dramática de um homem solitário carente por atenção, acho que o que destoa de tudo é a exacerbação de Tommy Lee Jones em uma terrível concepção de um Duas Caras que deveria ser o contra ponto com o Charada frenético de Jim Carrey. Não sabemos se por escolha dele ou do diretor, Joel Schumacher, mas que enfraqueceu muito o personagem.


  Mesmo que Billy Dee Williams tenha assumido o papel de Harvey Dent no primeiro filme, porque ele estava ansioso para retratar Duas Caras, em uma continuação, Schumacher escalou no elenco Tommy Lee Jones para o papel e ignorou os planos de Tim Burton. Jones foi sempre a primeira escolha de Schumacher para o papel depois de trabalharem juntos em O Cliente.


 Jones afirma que o roteiro foi enviado a ele e foi muito cauteloso em aceitar, mas aceitou o papel porque o Duas-Caras era o personagem favorito de seu filho.


  Se não fossem essas coisas que destoam um pouco do resto e os polêmicos mamilos nos uniformes (eu achei sexy hehe), o filme não teria sido apenas uma das maiores bilheterias de 1995, mas um dos melhores filmes de super heróis até aquela época.


  Os inventos de Edward Nygma no filme eram um alarde a tudo que estava por vir e Bruce Wayne sabiamente deduziu que isso causaria muita polêmica.


 Por todos esses fatos, além da maneira como introduziram o Robin na história, o filme se vale e muito, em levantar diversas questões pertinentes, além de cenas de ação e lutas bem divertidas e bem feitas, que até hoje deram muita agilidade e diversão ao universo do Batman.


  Robin apareceu no roteiro de Batman: O Retorno, mas foi excluído devido a "muitos personagens." Marlon Wayans foi escalado para o papel, e assinou para aparecer em Batman Eternamente.


  Mas decidiram substituir Wayans para um ator diferente; Leonardo DiCaprio e Chris O'Donnell tornaram-se as duas melhores escolhas, com O'Donnell ganhando o papel. Merecido, pois sua carreira deslanchou depois do filme, assim como a de todos os envolvidos.


  Por todos esses fatos, além da maneira como na história temos uma personagem original para a trama, a psicóloga feita pela estonteante e sempre maravilhosa Nicole Kidman, como a Dra. Chase Meridian, o filme se vale e muito, em levantar diversas questões pertinentes, e discutir sobre a dualidade dos personagens no filme e as válvulas q desencadeiam a loucura. 


  A produção havia optado por Rene Russo no elenco como Dr. Chase Meridian, mas com a saída de Michael Keaton, os cineastas decidiram que Russo era velha demais para Val Kilmer, substituindo-a para uma atriz diferente.


 As atrizes Robin Wright Penn, Jeanne Tripplehorn e Linda Hamilton também estavam em competição para o papel de Dr. Chase Meridian, com Penn sendo a favorita além de Sandra Bullock que foi convidada mas recusou. 


  Antes de Val Kilmer ser contratado, Daniel Day-Lewis, Ralph Fiennes, William Baldwin e Johnny Depp estavam sob consideração para substituir Michael Keaton, que decidiu não reprisar seu papel como Batman, porque ele não gostou da nova direção da série de filmes. Keaton também queria seguir "papéis mais interessantes", voltando para baixo de $ 15 milhões para aparecer em Batman Forever.


  Outro grande destaque da produção está na trilha sonora, q foi muito bem sucedida comercialmente, vendendo cópias quase tão caras como a trilha sonora de Prince para o filme Batman de 1989. Apenas cinco das canções da trilha sonora são de destaque no filme, o resto são estritamente 'inspirado'. Os singles da trilha sonora inclui "Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me", do U2 e "Kiss from a Rose", do Seal, sendo que ambas foram nomeadas para o MTV Movie Awards. "Kiss from a Rose" (cujo vídeo foi também dirigido por Joel Schumacher) também alcançou 1° lugar nas paradas dos EUA.


  A trilha sonora própria, com músicas adicionais por The Flaming Lips, Brandy (ambas músicas também foram incluídas no filme), Method Man, Nick Cave, Michael Hutchence (de INXS), PJ Harvey, e Massive Attack, foi uma tentativa de fazer o filme mais "pop" de acordo com o produtor Peter MacGregor-Scott. Além da trilha original composta por Elliot Goldental, q substituiu Danny Elffman, parceiro de Tim Burton, para dar uma nova cara a franquia. 


  No Oscar 1996, a 68ª edição do prêmio, Batman Forever foi nomeado nas categorias de Fotografia, Som (Donald O. Mitchell, Frank A. Montaño,Michael Herbick e Petur Hliddal) e edição de som. "Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me " por U2 foi indicado para o Globo de Ouro de Melhor Canção Original, mas também foi indicado para o Framboesa de Ouro de Pior Canção de Ouro.


  No Saturn Awards, o filme foi nomeado para Melhor Filme de Fantasia, Make-up , Efeitos Especiais e Figurino. Compositor Elliot Goldenthal recebeu uma indicação ao prêmio Grammy. Batman Forever recebeu seis indicações ao MTV Movie Awards 1996.


   O filme abriu caminho pra muitas outras produções do gênero. Eu acho que perderam mesmo o rumo na terrível sequencia infantil com George Clooney assumindo o cruzado encapuzado, e acho que depois dessa bomba e das novas visões do Batman no cinema, com as versões de Christopher Nolan, muitos nerds colocaram os dois filmes em um único balaio, e criticarem Batman Eternamente como se fosse tão ruim quanto a sequencia vergonhosa de Batman & Robin, que gerou repulsa a tudo que Schumacher havia feito, não levando em consideração ótimas produções dele como o cult “Garotos Perdidos”, "Um Dia de Fúria",  "Tempo de Matar" e mais tarde filmes como " Ninguém é Perfeito", "Por Um Fio", "O Fantasma da Ópera" e Número 23. 
 Não era assim antes de 2005, os tempos eram outros, a realidade era outra, mas isso já é uma outra história.


A pequena participação da Pantera Drew Barrimore e Debi Mazar como Sugar e Spice: Assistentes de Duas-Caras e parceira do Charada, tinha tudo pra dar tudo certo, até deu, pena que nem todos os fãs ficaram satisfeitos com as mudanças drásticas, mas o grande público nem percebeu e o filme ficou rico em novos cenários, efeitos especiais de primeira, um novo Batmóvel entre outras Batnaves, bataparatos e uma enorme cidade cenográfica fizeram do filme uma das maiores bilheterias de 1995.

Joel Schumacher dirigindo Drew Barrimore, ainda uma estrela em ascensão. 

 Resumindo, o filme até peca em algumas coisas, como a concepção exacerbada do Duas Caras, uma Gotham City colorida demais, entre outros detalhes que deixaram os puristas incomodados, como os mamilos nos uniformes dos heróis, mas apenas coisas superficiais e não a emblemática narrativa, e esta longe de ser um fracasso ou um filme ruim.

A arquitetura e paleta de cores da Gotham City teve forte inspiração e referência a "Batman A Série Animada" de 1992. 

  Em se tratando de adaptação, ainda conta com bastante fidelidade, a origem de Robin, apenas transferindo a culpa do Tony Zucco para o Duas Caras, responsável pelo assassinato de seus pais. O fato de Dick Grayson já ser mais velho, também deixa mais plausível seu futuro envolvimento no combate ao crime, ao invés de um pré adolescente, além de outras questões abordadas que podem ser vistas nas cenas cortadas da edição especial de colecionador.


 A origem do Duas Caras é extremamente fiel as HQs, mostrando exatamente como descrito nos qiadrinhos, mesmo que rapidamente para o filme ganhar mais agilidade e partir direto pras cenas de ação, com o Boss Maroni jogando o ácido em seu rosto mas salvo pelo Batman, mesmo deixando metade de sua face deformada.


  A trama recheada de ação ainda se permitiu apresentar Edward Nygma e seu alter ego, o vilão Charada, que foi perfeito pra época por seus aparatos tecnológicos, interpretado brilhantemente por Jim Carrey, que rouba a cena fazendo um misto de quadrinhos, se inspirando fortemente em Frank Gorshin do seriado dos anos 60, sem contar que Carrey além da cara de borracha já é um desenho animado ambulante.

Joel Schumacher com sua equipe e Jim Carrey no set de filmagem. 

 Poderia não ser tão frenético, mas pra época isso funcionou muito bem. Salvo as cenas deletadas da edição especial de colecionador que mostram diversos momentos mais densos e sombrios do filme.


  A real é que entre mais acertos que erros, Batman Eternamente encheu os cofres da Warner seja com a Bilheteria ou com os milhares de produtos licenciados com a marca do morcego, mudou a vida de todos os envolvidos pra melhor, fez com que os atores se tornassem não apenas mais conhecidos do público, como mostraram seus talentos a diretores e produtores que tiveram todos um Up na carreira, além de influenciarem os estúdios a investirem mais em filmes de heróis em uma época que isso não era a febre que é hoje, além de angariar mais uma legião de fãs.


 Comercial de tv da época de lançamento do VHS do filme, provando como foi a boa receptividade do público e crítica, além do sucesso de bilheteria.

A verdadeira idéia de final que Joel Schumacher havia imaginado para o filme, que acabou sendo substituída pela imagem do batsinal que vemos na versão final. 


  E pra finalizar, confira uma das cenas deletadas do filme que serviria de abertura, mas infelizmente para criar agilidade e tirar um pouco do clima denso, foi descartada pela produção. Quem sabe ainda poderemos ver essas e outras cenas em uma versão estendida, ou até mesmo um corte com a visão de Tim Burton e a trilha de Danny Elfman que Tim Burton utilizaria.

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