O Anjo impressiona na simplicidade e liberdade

 Incrível. A prova de que com muito bom gosto, sensibilidade e sem tomar partido, o cinema consegue nos surpreender sem ser apelativo e ainda ser conduzido de maneira simples, que chega a todos e ao mesmo tempo de forma poética e repleta de metáforas. O diretor Luis Ortega bebe muito na fonte de Pedro Almodòvar mas ainda sim, possui sua identidade própria, conseguindo entregar um filme genuíno sobre um lindo adolescente que quebra todos os padrões da sociedade e de uma época, em uma ótima  reconstituição dos anos 1970, uma excelente trilha sonora além de um elenco de coadjuvantes a altura do protagonista, que ganham destaque não apenas pela veracidade da qual conduzem as personas como o roteiro sem muitas explicações, q consegue segurar o expectador e ainda assim desenvolver tão bem os personagens, que estão ali para se contar a história de maneira tão importamte como o protagonista.


 Muitas situações podem parecer absurdas, e mesmo quando sabemos que se trata de uma história real, ainda assim pode parecer bem difícil de acreditar, de tão inusitada. Preconceitos, desconstrução, sensualidade, ingenuidade, anseios, segredos e muitas outras abordagens perambulam pela trama que sofre diversas reviravoltas durante todo o andamento.


 Um filme muito bem feito, cada detalhe é importante, desde a parte técnica, ótima fotografia, brincadeiras com a camera e takes que levam o expectador para dentro do mundo simplório, caótico porém calmo de Carlitos, o anjo que veio como presente divino para sua mãe que não podia engravidar, uma familia sem problemas aparentes, sem traumas e nada do que ronda o consciente coletivo para se moldar o caráter de uma pessoa que tinha todas as oportunidades e ainda assim se torna um gatuno pelo simples prazer e adrenalina.


IMPERDÍVEL! *****

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