O Rei Leão retorna com fidelidade e ainda inova o cinema!
Finalmente, depois de vinte e cinco anos do lançamento do longa animado de O Rei Leão, um dos maiores clássicos da Disney, que em 1994 se tratava de uma obra original, ao contrário das adaptações de contos de fadas e da literatura de diversas culturas, chega aos cinemas em grande, mas grande estilo mesmo, sua versão realista.
O remake não apenas recria a história com seus icônicos personagens animados transportados ao mundo real, como também inova em suas tecnologias, nunca vistas antes com tamanha maestria, além de estender seu universo.
Nessa nova versão as mudanças comparadas ao original são muito poucas, mesmo com 29 minutos a mais, que se sobressai mais por conta de cenas estendidas das que o expectador que já assistiu ao original vai perceber, mas nada que comprometa o desenrolar da trama, pelo contrário, só acrescenta e muito bem a narrativa, principalmente os momentos com a dupla Timon e Pumba, talvez os momentos mais esperados do filme. Apesar de ser um tremendo acerto levar o novo filme 95% fiel ao original, talvez o que pode deixar a desejar é justamente a falta de um atrativo a mais, ou algo que acrescente mais a história, um diferencial que faltou como explorar alguns pontos que o original deixa em aberto que não vou datar aqui para não revelar muito do que tem e o que não tem no filme, mas o elemento principal esperado por todos que são as canções compostas por Elton John, estão todas lá, algumas até estendidas e outras sofrem um certo corte que não irei estender mais para não estragar, mas que podem deixar os saudosistas desanimados, mas em sua maior parte faz com que todos cantem juntos, mas são tantas perfeições e acertos no filme, nada que comprometa a experiência de conferir este clássico novamente de maneira fiel (até de mais) nas telonas.
O maior acerto deste e do antecessor é o grande vilão da história, o tio Scar, que assim como o tio de Hamlet, arma um plano terrível para assumir o trono no melhor estilo de os fins justificam os meios, com uma caracterização mais arrepiante e soturna que o desenho, que aqui obviamente, não poderia ser diferente, pois é tudo mais contido, interiorizado, deixando o personagem mais sombrio e vilanesco sem apelar para o caricatural, algo que o desenho fazia brilhantemente bem, transformando Scar em um dos maiores vilões da Disney (se não for o melhor) e nessa é uma pena que o personagem poderia até ser mais bem explorado, o que prova que sua presença apesar de diabólica, rende os melhores momentos do filme, de maneira bem dramática e de um humor negro e muito sarcasmo, trazendo toda a essência do personagem que nos deixa com gostinho de quero mais, nos fazendo achar que poderia ter mais, por essa presença marcante que o personagem expressa.
Timon e Pumba dispensam apresentações, Rafiki era outro que merecia ser mais explorado, mas que aqui cumpre seu papel brilhantemente, assim como Zazu que ganha um sotaque inglês, assim como feito por Rowan Atkinson (Johnny English) no original. Genial. Sem contar os diversos novos personagens que aparecem para abrilhantar ainda mais o filme como mais hienas no bando, o deixando mais ameaçador.
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| Scar, Mufasa e Zazu. |
Nessa nova versão as mudanças comparadas ao original são muito poucas, mesmo com 29 minutos a mais, que se sobressai mais por conta de cenas estendidas das que o expectador que já assistiu ao original vai perceber, mas nada que comprometa o desenrolar da trama, pelo contrário, só acrescenta e muito bem a narrativa, principalmente os momentos com a dupla Timon e Pumba, talvez os momentos mais esperados do filme. Apesar de ser um tremendo acerto levar o novo filme 95% fiel ao original, talvez o que pode deixar a desejar é justamente a falta de um atrativo a mais, ou algo que acrescente mais a história, um diferencial que faltou como explorar alguns pontos que o original deixa em aberto que não vou datar aqui para não revelar muito do que tem e o que não tem no filme, mas o elemento principal esperado por todos que são as canções compostas por Elton John, estão todas lá, algumas até estendidas e outras sofrem um certo corte que não irei estender mais para não estragar, mas que podem deixar os saudosistas desanimados, mas em sua maior parte faz com que todos cantem juntos, mas são tantas perfeições e acertos no filme, nada que comprometa a experiência de conferir este clássico novamente de maneira fiel (até de mais) nas telonas.
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| Os grandes e inescrupulosos vilões. |
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| Os astros Timon, Simba e Pumba. |
Timon e Pumba dispensam apresentações, Rafiki era outro que merecia ser mais explorado, mas que aqui cumpre seu papel brilhantemente, assim como Zazu que ganha um sotaque inglês, assim como feito por Rowan Atkinson (Johnny English) no original. Genial. Sem contar os diversos novos personagens que aparecem para abrilhantar ainda mais o filme como mais hienas no bando, o deixando mais ameaçador.
O diretor Jon Favreal (Homem de Ferro) conta que “Mufasa é um personagem que só aparece no início, ele é tão icônico e difícil de substituir, pareceu um jeito correto de passar para próxima geração, pareceu na medida certa”, completou Favreau.
“Eu senti que O Rei Leão é diferente de Mogli: O Menino Lobo (também dirigido por Favreau), onde você não pode inventar uma história. Significa que tinha que deixar como era para pessoas que cresceram com o filme, então onde achar uma diferença? Eu sabia que a tecnologia me permitiria diferenciar e 25 anos depois é a oportunidade de mudar o elenco”, explicou o diretor.
No caso de James Earl Jones (Um Príncipe em Nova York além da voz de Darth Vader), o cineasta também encontrou uma maneira de fazer uma homenagem ao veterano.
Os fãs sentiram falta da voz de Jeremy Irons (Batman Vs Superman) como Scar. A sua interpretação é uma das marcas da animação original, que na versão brasileira também foi marcante pela ótima interpretação de Jorgeh Ramos (Jafar de Aladdin e pai do Super Choque). Assim como Rowan Atkinson (Mr. Bean) como Zazu, Nathan Lane (Os Produtores) como Timon, Whoopi Goldberg (Ghost), Cheech Marin (Cheech and Chong) e o veterano dublador Jim Cummings como as hienas Shenzi, Banzai e Ed que no Brasil tínhamos Carmem Sheila, Hércules Franco e a voz de Ed sendo a mesma do original, ou seja a icônica rizada de Jim Cummings.
A dublagem brasileira do clássico de 1994 é tão maravilhosa como a dublagem original. Alguns dubladores como Pedro Lopez (Timon) e Jorgeh Ramos (Skar) já faleceram e outros nem estão mais na ativa, o que esse e outros fatos, fazem com que a dublagen brasileira também não seja a mesma do original, mas a equipe se esforça ao máximo para chegar inclusive até mais próximo do clássico de 1994, que propriamente na nova versão, mas como nem tudo são flores, algumas escolhas não foram das melhores, principalmente quando se tratam das músicas que parecem se preocupar mais com a técnica (que é muito boa), mas falta mais emoção e naturalidade em diversos momentos, mas nada que comprometa tanto assim a experiência do filme para os saudosistas, os mais desatentos passam até despercebidos.
Na nova versão brasileira temos Iza (Nala), Ícaro Silva (Simba), Saulo Javan (Mufasa), Glauco Marques (Pumba), o brilho de Ivan Parente (Timão), a astúcia de Rodrigo Miallaret (Scar), Marcelo ‘Salsicha’ Caodaglio (Zazu), João Acaiabe (Rafiki), Graça Cunha (Sarabi), o ótimo Robson Nunes (Kamari), João Vitor Mafra (Simba jovem) encantador, Carol Roberto (Nala jovem), Carol Crespo (Shenzi) e Thiago Fagundes (Azizi).
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| Simba, Timão e Pumba cantam Hakuna Matata. |
A dublagem brasileira do clássico de 1994 é tão maravilhosa como a dublagem original. Alguns dubladores como Pedro Lopez (Timon) e Jorgeh Ramos (Skar) já faleceram e outros nem estão mais na ativa, o que esse e outros fatos, fazem com que a dublagen brasileira também não seja a mesma do original, mas a equipe se esforça ao máximo para chegar inclusive até mais próximo do clássico de 1994, que propriamente na nova versão, mas como nem tudo são flores, algumas escolhas não foram das melhores, principalmente quando se tratam das músicas que parecem se preocupar mais com a técnica (que é muito boa), mas falta mais emoção e naturalidade em diversos momentos, mas nada que comprometa tanto assim a experiência do filme para os saudosistas, os mais desatentos passam até despercebidos.
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| Rafiki. |
Na nova versão brasileira temos Iza (Nala), Ícaro Silva (Simba), Saulo Javan (Mufasa), Glauco Marques (Pumba), o brilho de Ivan Parente (Timão), a astúcia de Rodrigo Miallaret (Scar), Marcelo ‘Salsicha’ Caodaglio (Zazu), João Acaiabe (Rafiki), Graça Cunha (Sarabi), o ótimo Robson Nunes (Kamari), João Vitor Mafra (Simba jovem) encantador, Carol Roberto (Nala jovem), Carol Crespo (Shenzi) e Thiago Fagundes (Azizi).
Essa versão dirigida por Jon Favreau por mais realista que seja não chega a ser de fato um live action, pois não temos atores reais no set, muito menos animais, apesar de parecer, mas ele concilia realidade virtual com os processos analógicos de uma produção live-action tradicional e apenas um quadro foi gravado no mundo real, o restante desde animais, paisagens e texturas, foi criado em computadores com uma tecnologia inédita, diferente do CGI e animações 3D atuais.
Jon Favreau a definiu como uma espécie de "jogo multiplayer em realidade virtual" onde também conta que todos os dias, usavam seus headsets de VR com sua equipe e exploravam as Terras do Reino, encontrando leões, hienas, suricatos e javalis pelo caminho.
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| Steven Spilberg no set de "Jogador N° 1", utilizou de técnica parecida. |
Jon Favreau a definiu como uma espécie de "jogo multiplayer em realidade virtual" onde também conta que todos os dias, usavam seus headsets de VR com sua equipe e exploravam as Terras do Reino, encontrando leões, hienas, suricatos e javalis pelo caminho.
"Produzir filmes e games está se sobrepondo tanto ultimamente com essas mudanças. Sempre que uma nova tecnologia chega, ela perturba a indústria” conta Favreau. Tanto a equipe de filmagen quanto os atores que dublavam os personagens ficaram em um ambiente como uma sala de ensaio com todos com os óculos de realidade virtual captando o ambiente ao "redor" e improvisando os diálogos vom os atores e mais do que captar suas expressões, Favreau também aproveitou o ambiente para deixar a comédia nessa versão mais ampla, e com as duplas Seth Rogen (Pumba) e Billy Eichner (Timão) e Keegan-Michael Key (Kamari) e Eric André (Azizi), ele fazia sessões de improviso e gravava suas vozes, garantindo dublagens mais naturais.
O resultado é tão surpreendente que fica até difícil de acreditar que não estamos diante de um ambiente real com animais reais, criando um clima extremamente realista e sem exageros, e esta é uma das melhores coisas do filme, essa realidade absurda e desenfreada para construir um filme icônico com uma história tão humana como essa, que encantou gerações com um desenho animado para o cinema e ganha esta versão realista para continuar dialogando com gerações que perdurará pela eternidade, dentro de cada um de nós, assim como a daqueles que nós amamos nos acompanham por toda vida em nossos corações como sugere Mufasa e Rafiki em uma das mensagens mais importantes do filme. O Rei Leão pode até ser inspirado fortemente em Hamlet de Willian Sheakspeare, mas não deixa de ser uma obra singular que dialoga com gerações de todas as idades, etnias, culturas e classes sob a visão dos animais dentro de uma realidade política e social tão contundente e eternamente atual.
















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