Bohemian Rhapsody - Um ótimo filme ou um grande show!?


CRÍTICA SEM SPOILERS 
- Sabe qdo vc sai em êxtase de um show, onde os membros te empolgam tanto com a energia deles q passa pra vc, onde a gente canta e sai com vontade de cantar mais e mais? Então, é essa a sensação que eu senti ao sair de uma sala de cinema ao ver a cinebiografia de uma das bandas mais viscerais e empolgantes que já existiu na face da terra. O #Queen, batizada por #FreddieMercury ñ foi apenas uma grande (se ñ a maior) banda de rock de todos os tempos, criadores de hits que embalaram toda uma geração, mas q vai perdurar pela eternidade por sua essência, criatividade, originalidade e sagacidade, principalmente depois deste filme. Com um roteiro q foge totalmente do banal e do conformismo de outras produções do gênero, a canção Bohemian Rhapsody que batiza o filme, ñ só esta atrelado a muitas entrelinhas e poesias que o filme ñ entrega o jogo, deixando o expectador se emocionar e captar cada um a sua idéia do q pode ou ñ ser e dai q esta o grande barato da arte, empolgar, abrir frestas, ñ deixar o assunto fechado. E neste ponto o filme ñ só cumpre com a parte artística do q foi essa grande banda e a personalidade de cada integrante, como desmistifica um pouco do estigma do Freddie e o mostra como um ser humano, cheio de defeitos como qualquer um.

 Os atores (escolhidos a dedo) fazem jus aos integrantes e até o elenco de apoio é impecável, mas a interpretação de #RamiMalek é arrepiante e sublime que não conseguimos imaginar outro no lugar do inimitável Fred, mas ele empolgou de tal forma q esquecemos q ñ é ele ali. Pontuado muito bem em sua perplexidade e bom humor.
Mas o melhor do filme, são as referências, q o filme pontua. A principal dela é a participação mais do que especial e irreconhecível do ator #MikeMyers (o eterno Austin Powers e verdadeira voz do Shrek) q interpreta (maravilhosamente) o executivo da gravadora EMI Ray Foster. Para quem ñ sabe ou ñ se lembra, Mike Myers nos anos 90 ficou famoso por seu personagem do filme "Quanto Mais Idiota Melhor", baseado no quadro "Wayne'sWorld" do Saturday Night Live, onde ao lado do comediante #DanaCarvey e seus amigos dublavam em alto e bom som a canção q dá título a este filme, "Bohemian Rhapsody" dentro de um carro e q influenciou toda uma geração. Claro q em se tratando de Mike Myers isso acaba virando piada no filme também em cenas bem descontraídas onde mostra muito bem as qualidades de persuasão e comunhão dos membros da banda. O roteiro do filme pode ñ mostrar todas as músicas e grandes álbuns que a banda criou ao longo dos anos, nem mostrado as participações com #DavidBowie entre outros, mas se concentra no essencial e contam o que é relevante ao título, mesmo q cheio de entrelinhas pra quem conhece a banda e quem só conhece a música entende a complexidade por trás do mito. Então ao invés de mostrar o que todo mundo já sabe ou viu em milhares de clipes e filmagens de shows q o Queen era uma das bandas que mais sabiam se apresentar ao vivo, o roteiro se concentra em mostrar o lado q poucos conheciam, o lado humano dos personagens e obviamente (e principalmente) de sua maior lenda, o enigmático ícone Freddie Mercury, e isso já bastou mais de 2 horas de filme. 
 O filme mostra o q precisava ser mostrado e deixa um enorme gosto de quero mais. Pode ser que depois lancem uma versão estendida em blu-Ray mas é fato q este filme merecia uma bela de uma continuação ou até mesmo uma trilogia, pois a obra da banda é tão vasta q da pra fazer até um seriado e ainda assim faltaria alguma coisa. Mas a dimensão do trabalho na singularidade dos membros e de um roteiro afiado da um orgasmo na platéia q ao subir a primeira letrinha da uma vontade de ver muito mais, mas estamos tão empolgados com aquele final que saímos da sala convictos de que vimos uma grande obra.
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Visto 4x no cinema pra chegar a este veredito. 

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